Old and new

Sometimes one comes across with words which could have been stringed together at almost any point of human history. Maybe this ability to create (or put down) timeless thoughts, is what defines great writers from bloggers.

“The style of education in that age differed widely from the manner of life. The scholastic, grammatical, rhetorical, and logical subtleties in vogue were decidedly out of consonance with the times, never having any connection with, and never being encountered in, actual life. Those who studied them, even the least scholastic, could not apply their knowledge to anything whatever. The learned men of those days were even more incapable than the rest, because farther removed from all experience.” By Nikolai Gogol in "Taras Bulba" (1835).

Posted by Boabdil 5:34 PM

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    Chaga

    Chaga
    (nome feminino) Quão adequado.
    1. ferida aberta
    2. incisão na casca das árvores
    3. figurado pessoa importuna
    4. figurado aflição
    5. figurado mágoa
    6. figurado pecha; defeito
    7. BOTÂNICA planta trepadeira ornamental da família das Tropeoláceas, com flores amarelas, laranja ou vermelhas, também conhecida por capuchinha
    8. flor desta planta;
    figurado chaga viva desgosto profundo, grande miséria;
    figurado pôr o dedo na chaga indicar a causa do mal
    (Do lat. plaga-, «golpe»)

    As chagas existem de diversas formas. Pode ser uma pessoa, ou a ausência de uma pessoa a chagar-me a cabeça. Também pode ser o Marco Chagas, um bom ciclista de tempos idos. Tempos onde o doping era uma jola e uma sandes de coiratos temperada com cocaína.

    Mas esta chaga não é vísivel excepto na minha cabeça. Nao tem presença física, não existe com um objectivo mas apenas uma manifestação secundária. Evolução ou revolução. Não interessa. Ouçam e calam-se (o ficheiro pode demorar a carregar - tempo é o preço a pagar por qualidade).



    Demasiadas pessoas julgam que sao mais inteligentes quando falam. O silencio contido é um sinal de inteligencia sobre-valorizado.

    Posted by Boabdil 6:01 PM

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      Ofiusa

      E tu? oh Ofiusa* tão maltratada pelos que em ti habitam? Será o teu destino cruel seres uma bela Nubente sempre prometida, mas nunca entregue?

      Andarão para sempre os teus habitantes a usufruir da tua beleza, mas nunca dispostos a finalmente assumirem-se como homens, tomar-te a mão e a cuidar de ti?

      Por mais belo que seja um jardim, inspirador das mais belas estrofes, por mais vida que nele haja, este só resistirá se as plantas forem regadas, tratadas, acarinhadas como só algo que é de todos e de ninguém o poderá ser. Não podemos ficar eternamente á espera que chova!

      Apenas verdadeiros Homens, e não meros portadores de pénis, poderão reconhecer e aceitar que Ofiusa é mais que algo físico. É uma ideia que de todos onde o ciúme não tem lugar, sob pena de destruirmos algo que sendo de todos, nos é superior.

      Para Ofiusa são precisos Homens, mas estes teimam em largar o egocentrismo e a irresponsabilidade das crianças. Larguem as saias da mãe sob pena de uma dia acordarem no caixão e finalmente pertenceram a Ofiusa... ao serem enterrados nela e com ela.


      *nome dado na antiguidade ao território português.

      Posted by Boabdil 1:19 PM

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        Cypriot meal

        Today I ate a Cypriot meal:

        Turkish Iskender kebab accompanied by a Greek salad.

        I feel like being part of the United Nations, except that I have actually unite something.

        Posted by Boabdil 7:53 PM

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          The Hell of Absent-mindedness

          I needed to buy some DVD to back-up some data urgently. Went to the supermarket and started choosing. I am ready to take them to the cashier, but then I saw the brand I like and a 25 DVD cake-box. Nice!

          Started burning the data, when Nero in a imperial voice tells me, "if you really want to burn this data, you better get some DVDs or perform a miracle and turn this CD in a DVD".

          Hell:
          Going in a hurry to the student union shop to get some DVDs. Wait in the back of line as long as the number of Banks begging for money to the Government, whilst listening to a techno-version of Toni Braxton's "Unbreak My Heart". As if the original song is not bad enough.

          Posted by Boabdil 10:42 PM

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            Words don't come easy....

            I am interested in words, particularly in the misuse of words. I am also interested in humans and their quirks. Mix the two and I can safely say that I am passionate about how humans misuse words.

            Brits mock US Americans for the their misuse of Awesome. And it is easy to see why. Some people find a red designer shirt or a line of C++ code Awesome. For those who don't know what Awesome means: "Inspiring awe, admiration or wonder" and Awe is "An overwhelming feeling of wonder or admiration". I don't think I have ever felt awe, and never after looking at new mobile phone.

            But Brits have their own word sins. Apparently they are quite Passionate (Having or expressing strong emotions). And passionate about everything: work, sausages, East Midlands, fruit, kids (dodgy), etc....

            But I live in Britain and can safely say that Brits are almost as passionate as a Lettuce. Do they even know what passion is? The example that springs to mind when the word passion is uttered, are the Russian Characters of Dostoevsky novels. That is passion! Strong temporary insanity.

            I could tell you that Brits, specially politicians, are committed to... everything really. I have seen one trying to hit cars, the evil, because he was so committed to saving the planet. He is now committed to improving the NHS.

            But my fellow countrymen are not without sin in this matter. They tend to use variants of "seriously" and "honestly" at the end of their statements. Makes me wonder whether they are lying all other times and doubt their intentions when they try so strongly to convince me of the "truth".

            But tell you the truth, I am a cynic. Honestly!

            Posted by Boabdil 1:37 PM

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              Os meus pecados sociais

              Fui ao centro comercial. Nada de mais banal e de mais fútil. Tenho um telemóvel novo e quero um cabo para passar músicas do PC que possam servir de toque. Os réis também são fúteis.

              Tiro a senha de vez (uma das melhores invenções a seguir ao dinamite), e fico na fila à espera da minha vez. Para entreter o tempo, tento caracterizar cada um dos que estão a atender. Rapazes e raparigas relativamente novos, 6 no total, todos bem embrulhadinhos nos seus uniformes que para os homens são umas camisas de azul mortiço, e para as mulheres umas camisas vermelho vivo estampadas com o logótipo da empresas. Quatro atendiam os clientes, embora a definição de cliente aqui esteja mal empregue, pois só serei cliente após uma compra... não será assim? Outro está a tirar faxes e fotocópias. Mas aquela que me prende a atenção está simplesmente sentada no tampo de um pequeno bacão na parte de trás da loja. Não sei se que o me prende o olhar é facto de estar vestido com uma camisa-uniforme diferente, se é o facto de estar ali ocupadíssima a abanar as pernas e a olhar o vazio ou por rosto delo me ser vagamente familiar.

              Chega finalmente a minha vez, como tinha alguma pressa já tinha pensado na forma de formular a pergunta (estou sempre com pressa de sair de grandes superfícies comerciais, sufocam-me. Não pelo por ser um marxista-leninista devoto, mas porque não gosto de ajuntamentos de pessoas, sinto que me roubam o ar... todas aquelas luzes confusão de sons, são demasiados estímulos para o meu cérebro. Sinto que não estou a ali).

              Quando me aproximo do balcão, aqueles olhos fixam-me, e dos lábios brota um banalíssimo “olá! Tudo bem?” Quase sem entoação, mecânico. Reconhecia-a. Recompus-me, abanei a cabeça e disse olá. Fiz a pergunta o mais rapidamente possível (não tinham o que procurava) balbuciei um “tudo bem contigo?” e saí o mais rapidamente possível dali.

              Não sei porque agi desta forma. Como se tivesse vergonha dela. Na verdade fiquei surpreendido por a encontrar naquela situação. sabia que estuda uma licenciatura qualquer de ensino, e surpreendeu-me um pouco que estivesse num domingo á tarde numa loja daquelas. Estava mais velha do que nem recordava. Já não era aquela miúda de 15 anos que conheci quando era escuteira. Que se sentava em frente mim e se entretinha a cruzar e descruzar as pernas vestida com uma daquelas saias-uniforme dos escuteiros. Nunca fora extraordinariamente bonita, mas aquele acto encerrava em si toda a sensualidade dum acto rebelde de adolescência. (entendamo-nos... eu tinha apenas 17 anos e nunca lhe toquei – infelizmente!). A idade alterou-lhe os traços do rosto, daí não ter reconhecido. Acentou-lhe os piores tracos do rosto. Tornou-se uma mulher como tantas outras, vulgar, monótona, com o charme e o magnetismo de um tupperware. Quanto a mim o tempo apenas me deu mais idade.

              Na verdade a minha fuga não foi dela. Foi de mim próprio. De ver reconhecido ali o meu fantasma do tempo passado. De uma idade que eu era ingénuo e (quase) inocente com uma agravante: tinha a veleidade de me julgar esperto.

              Posted by Boabdil 4:30 PM

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